Mundo de Unicórnio Vi e Amei: Malévola 5

25 de junho de 2014

Vi e Amei: Malévola

Sabe quando você vai ao cinema esperando uma coisa e se depara com outra completamente diferente, e muito melhor? Esta foi a minha reação ao assistir Malévola! Confesso que estava esperando assistir nas telas a mesma versão da história da Bela Adormecida, que todos nós conhecemos, só que vista sob o ponto de vista da vilã. Qual não foi a minha surpresa a ver o velho conto de fadas ser completamente subvertido e descobrir que, no fim das contas, a grande vilã nem era tão vilã assim!

Para começar, Malévola não é simplesmente malvada. No filme, ela é uma fada poderosíssima que acaba sofrendo uma grande traição e que, por isso, torna-se amarga e deseja vingança. Mas mesmo para fazer maldades ela não desce do salto, usa de sua inteligência, de sua determinação e de seus poderes para elaborar um plano aparentemente perfeito, tudo de um jeito muito carismático. Tanto que é impossível torcer contra ela! Não vou falar muito sobre o desenrolar da história para não dar spoiler, mas basta eu te dizer que nem tudo é o que parece no mundo dos contos de fada.

Algo que amei é que Malévola foge daquele maniqueísmo chato em que as mocinhas são simplesmente garotas chatas e as vilãs são malvadas gratuitamente, cometendo atrocidades por puro prazerMalévola, a protagonista, não é nem mocinha bondosa, nem vilã cruel. Ou melhor, é um pouquinho das duas coisas. A anti-heroína perfeita de um filme que nos mostra que toda história tem dois lados.

Malévola é sombria, exagerada e, por vezes, difícil de se compreender. Mas é livre, independente e feliz à sua maneira. Inclusive, tem uma metáfora muito legal com a liberdade neste filme, pois Malévola precisa de suas asas para se sentir plena. Achei muito legal trazer à luz um pouco deste "lado negro". Afinal, nem todas as meninas se identificam com as princesas. Bem, eu, pelo menos, nunca me identifiquei com as donzelas perfeitinhas dos contos de fada.

E como lidar com o discurso girl power do filme? Fiquei bastante surpresa, porque é raro ver filmes da Disney  em que ninguém se casa com ilustres desconhecidos, nem se apaixona perdidamente por um príncipe e com ele vive feliz para sempre. Tanto Malévola quanto a própria Aurora têm personalidade, sabem que existem amores mais profundos e verdadeiros do que os amores românticos e que nem sempre o "feliz para sempre" envolve príncipes encantados em cavalos brancos.
O filme é perfeito? Não, e passa longe disso. O roteiro é previsível, o final é extremamente corrido e pouco desenvolvido, vários detalhes não fizeram sentido para mim... enfim, existem mil falhas, mas nada disso diminuiu o meu amor. 

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